Nenhuma empresa se apresentou para assumir, de forma temporária, seis operações do transporte coletivo intermunicipal de Minas Gerais. Os chamamentos públicos realizados pelo governo estadual terminaram sem interessados e foram oficialmente declarados desertos.
A iniciativa fazia parte da estratégia do Estado para manter os serviços em funcionamento durante intervenções e processos de reorganização de concessões marcadas por problemas operacionais. A expectativa era transferir provisoriamente as linhas para outras transportadoras até a definição de soluções permanentes.
As decisões foram publicadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) em 24 de setembro de 2026. Entre os serviços incluídos estão linhas associadas à Expresso Gardênia, à Viação Presidente e à Rápido Sumaré.
No caso da Expresso Gardênia, os chamamentos abrangiam os trechos Pouso Alegre–Vila Passa Quatro, Albertina–Jacutinga e Extrema–Munhoz. As três operações já estavam envolvidas em processos administrativos que avaliavam a transferência das concessões para outra empresa.
Também foram incluídos serviços ligados à Rápido Sumaré, como a linha Poços de Caldas–Botelhos, e concessões relacionadas à Viação Presidente. Os documentos divulgados pela Seinfra detalham os contratos e procedimentos submetidos à seleção.
Com a falta de interessados, o governo terá de buscar outras alternativas para cada caso. A principal preocupação é impedir que a indefinição comprometa a continuidade das viagens e prejudique os passageiros que dependem dessas linhas para circular entre os municípios.





