Os representantes legais da Transwolff alegam que o processo de escolha da nova operadora não seguiu os trâmites administrativos adequados. (Foto: Redes Sociais)
Cesar Alexandre
28/01/2026 - 09:00
A diretoria da Transwolff manifestou oposição à contratação emergencial da empresa Sancetur pela Prefeitura de São Paulo, classificando a medida como irregular. A empresa, que atualmente opera linhas na Zona Sul da capital sob intervenção municipal, anunciou que entrará com recursos no Poder Judiciário para tentar barrar a transferência da operação para o grupo Sou SP, prevista para ocorrer no dia 1º de fevereiro de 2026.
Os representantes legais da Transwolff alegam que o processo de escolha da nova operadora não seguiu os trâmites administrativos adequados e que a substituição compromete a estabilidade da prestação de serviço na região. A empresa argumenta que possui condições de retomar a gestão plena de suas atividades e questiona os critérios utilizados pela gestão municipal para a celebração do contrato de 12 meses com a Sancetur.
A contestação judicial ocorre em meio ao encerramento do período de intervenção decretado pela prefeitura, que alegou a necessidade de garantir a continuidade do transporte público em áreas como Parelheiros e Grajaú. Enquanto a prefeitura mantém o cronograma de substituição e a promessa de manutenção dos empregos dos atuais funcionários, a Transwolff busca medidas liminares para suspender a eficácia do novo contrato e permanecer à frente das operações até que uma licitação definitiva seja realizada.
O impasse jurídico adiciona um elemento de incerteza à transição operacional prevista para o próximo mês. Caso a Justiça aceite os argumentos da Transwolff, a entrada da Sancetur no sistema municipal de São Paulo poderá ser adiada ou suspensa, aguardando uma decisão final sobre a validade do contrato emergencial firmado pela administração pública.





